09.11.2016 / Artigos

Jubileu dos Presos é celebrado no Presídio Santa Augusta

Na manhã desta quarta-feira, 09, a Pastoral Carcerária da Diocese de Criciúma celebrou, no Presídio Santa Augusta, o Jubileu dos Presos. A celebração atende ao pedido feito pelo Papa Francisco de a Igreja celebrar também junto àqueles que estão no cárcere, durante o Ano Santo da Misericórdia.

Uma missa teve início às 09h, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Jacinto Inacio Flach, e concelebrada pelo assessor eclesiástico da Pastoral Carcerária, padre José Aires Pereira. Um grupo de 30 reclusos foi selecionado pela direção da unidade prisional para a celebração, que contou com a participação de 13 agentes pastorais, entre eles seminaristas, e mais nove agentes penitenciários, incluindo o diretor do Presídio, Felipe Alves Goulart.

A chance oferecida por Deus através da misericórdia

Em sua homilia, Dom Jacinto recordou que o Jubileu dos Presos foi realizado a milhares deles, no mundo todo, no último domingo, 06, e explicou o que a Igreja quer dizer quando fala em misericórdia. “Nossa miséria humana precisa encontrar o coração de Deus. Jesus morreu na cruz, não porque somos santos e perfeitos, mas porque somos pecadores, necessitados de seu amor. Deus espera que nós reconheçamos nossos pecados. Ele não se escandaliza conosco, pois conhece cada um de nós. E não olha com raiva ou ódio, mas nos ama; sabe que precisamos mudar de vida – eu e vocês – todo mundo precisa, para que, no fim de nossa vida, possamos encontrá-lo face a face. Vocês estão aqui. Isto não significa que perderam a misericórdia. Jesus mesmo disse que veio para os que mais precisam. Sempre digo que o caminho que leva ao inferno é o orgulho, por isso precisamos reconhecer nossas faltas. Amanhã vocês poderão estar lá fora e cultivar uma vida nova, junto às suas famílias e pessoas que tanto amam”.

Para o recluso J.B.D., a celebração foi significado de bênção. “As palavras do Bispo marcaram bastante. Gostaria de participar sempre da missa”.

Bispo se alegra com melhorias na unidade

Dom Jacinto também contemplou com alegria as melhorias na reforma da unidade prisional e disse que isso garantirá aos encarcerados viver com mais dignidade dentro da prisão. “Sempre disse à Secretária de Justiça, Ada de Luca, que a estrutura deve ser mais humana, pois o fato de errar não deve tirar a dignidade de filhos e filhas de Deus”.

O Presídio recebe, todas as quartas-feiras, a visita da Igreja Católica, por meio de agentes leigos, religiosas e seminaristas. Segundo o gerente da unidade, Felipe Goulart, esta iniciativa auxilia no processo de ressocialização dos apenados, que no dia de hoje somam 688, entre eles, 80 mulheres. “Nosso trabalho é ressocializar pessoas. Entendemos que o Estado é laico e que é direito do preso ter assistência religiosa dentro da prisão. Falar de Deus é falar do bem e, consequentemente, faz com que as pessoas se tornem melhores. Muitas vezes se espera somente do Estado os meios e a estrutura para isso. Essas entidades e a organização da sociedade também são importantes no processo e acabam também por regrar a vida das pessoas, que antes não eram regradas”, salientou o diretor.

Após a missa, Goulart apresentou as obras do Presídio ao Bispo e aos agentes da Pastoral Carcerária. Conforme o gerente, a reforma prevê todos os direitos estabelecidos por lei para que os apenados sejam ressocializados.

Fonte: Diocese de Criciúma 

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